Estamos vivendo tempos em que tudo parece ser medido pelo dinheiro ou poder... Isso em tudo, inclusive na política e entre países...Porém, podemos conviver com o dinheiro sem fazer dele o soberano de nossas vidas, aquele que tudo dita, impõe amizades, empregos e tudo mais. Apesar de depender dele para tantas coisas: saúde, educação,alimentação, habitação, podemos tentar manter uma atitude simples, despojada e não deixar que ele passe por cima de pessoas, que muitas vezes são mal vistas ou mal interpretadas e recebidas pelo fato de não o ter...Podemos viver com ele sem viver por ele. Há valores que devem falar muito mais alto!(Chica)
Estamos sempre tendo cuidados com nosso ambiente e a preservação e entre tudo isso, nossa preocupação é também com a água, que deve escassear cada vez mais...Em nossas casas cuidamos para que não haja desperdício em todas as partes...Temos entretanto, que cuidar para que nossas torneiras internas não sequem...Para que não fiquemos secos de conhecimentos, de experiências ,de garra e da própria vida...Cuidar então para que consigamos acumular tudo isso e assim, na justa hora, podemos abrir essas torneiras para encher o balde da vida... E ele é preenchido aos poucos!
Aqui, um texto que achei interessante pra mostrar como podemos, estendo nem atentos ao nosso caminho, ver momentos lindos, até em situações inesperadas. è estar de bem com a vida que nos permite isso! São instantes de felicidade que fazem TODA a diferença... (Chica)INSTANTESNenhuma música é tão doce quanto o riso de uma criança.Dia desses, passeava pelo centro de Porto Alegre quando vi uma mãe retirando os sapatos do seu menino para que ele caminhasse na praça colorida pelas pétalas dos jacarandás e guapuruvus. O piá pisou nas flores despedaçadas e riu um imenso riso, solto e cristalino, como se sentisse a mais prazerosa das cócegas. Foi só um instante de magia, mas alegrou o meu dia. E me fez lembrar um trecho do célebre poema da norte-americana Nadine Stair, equivocadamente atribuído ao argentino Borges:“Se pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono...” Há quem torça o nariz para a singeleza do texto, mas não havia legenda mais adequada para aquela cena matinal: o pequeno príncipe do cotidiano, com o seu riso de fonte, contagiava quem estivesse por perto.Cheguei de alma leve ao trabalho e testemunhei outro momento especial no elevador. O sujeito que entrou atrás de mim segurou a porta aberta para dar passagem a um casal de jovens, ele e ela carregando pesados pacotes de jornais. Como os passageiros não podiam usar as mãos para pressionar o botão do andar desejado, o homem perguntou com um vozeirão de locutor esportivo:– Para onde?Quando o rapaz disse que iriam “para o quarto”, o cidadão desatou num riso malicioso que encheu o elevador e espalhou-se pelo corredor no momento em que os dois jovens desembarcaram constrangidos.O terceiro instante diferenciado daquele dia ocorreu num lugar ainda mais inusitado, o banheiro do prédio. O rapaz que limpava pias e sanitários assobiava o hino de seu clube preferido. E trabalhava com entusiasmo, embalado pelo som do próprio sopro, talvez imaginando-se no estádio que nunca freqüentou, vassoura-bandeira nas mãos, a bola-balde rolando na direção do gol adversário e ele dançando na imaginária arquibancada a solitária dança dos vencedores.Ninguém é feliz o tempo inteiro, sei disso. Mas a vida também não precisa ser um vale de lágrimas. Ao observar três personagens comuns de um dia absolutamente rotineiro, renovei minha certeza de que a verdadeira felicidade consiste em saborear pequenos momentos, em compartilhar os breves risos dos nossos semelhantes ou mesmo em acompanhar os primeiros passos de um menino descalço sobre um tapete de flores.Nilson Souza, Zero Hora, 15.11.08
Uma árvore do Perú
Presépio feito por crianças