31/12/2008

- Mensagem de Ano Novo...




Mais um ano termina!

Quanta coisa que nele passamos!

Quantos momentos bons vivemos?

Certamente muitas coisas deixamos de fazer por falta de tempo!

Não deu tempo de sair com amigas, passear com elas, jogar conversa fora, estar mais relaxadas...

Quanto de seriedade tivemos nesse ano?

Fomos certinhos,solidários, tentamos, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, fizemos a nossa parte...

Mesmo assim, olhando para fora do nosso mundinho ou até mesmo nele, há muito que gostaríamos de ver diferente!

No entando, somos impotentes...

Há coisas, fatos e situações que fogem da nossa competência e temos apenas que esperar...

Assim, nesse término do ano, ao olhar pra trás, que saibamos ver o que não foi bom, tentar mudar, mas não parar os olhos nisso...

Saber ver ainda o quanto de bom tivemos nesse ano e valorizar tudo isso...

Devemos olhar pra 2009 com esperança...Recebê-lo de braços e corações abertos e saudá-lo com alegria!

Felicidades a todos e FELIZ 2009! (Chica)

30/12/2008

- Receita de Ano Novo



RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

27/12/2008

- O $$$ e os valores...




Estamos vivendo tempos em que tudo parece ser medido pelo dinheiro ou poder... Isso em tudo, inclusive na política e entre países...

Porém, podemos conviver com o dinheiro sem fazer dele o soberano de nossas vidas, aquele que tudo dita, impõe amizades, empregos e tudo mais.

Apesar de depender dele para tantas coisas: saúde, educação,alimentação, habitação, podemos tentar manter uma atitude simples, despojada e não deixar que ele passe por cima de pessoas, que muitas vezes são mal vistas ou mal interpretadas e recebidas pelo fato de não o ter...

Podemos viver com ele sem viver por ele.

Há valores que devem falar muito mais alto!(Chica)

26/12/2008

- As torneiras da vida...




Estamos sempre tendo cuidados com nosso ambiente e a preservação e entre tudo isso, nossa preocupação é também com a água, que deve escassear cada vez mais...

Em nossas casas cuidamos para que não haja desperdício em todas as partes...

Temos entretanto, que cuidar para que nossas torneiras internas não sequem...

Para que não fiquemos secos de conhecimentos, de experiências ,de garra e da própria vida...

Cuidar então para que consigamos acumular tudo isso e assim, na justa hora, podemos abrir essas torneiras para encher o balde da vida...

E ele é preenchido aos poucos!

21/12/2008

- Instantes...




Aqui, um texto que achei interessante pra mostrar como podemos, estendo nem atentos ao nosso caminho, ver momentos lindos, até em situações inesperadas. è estar de bem com a vida que nos permite isso! São instantes de felicidade que fazem TODA a diferença... (Chica)


INSTANTES


Nenhuma música é tão doce quanto o riso de uma criança.

Dia desses, passeava pelo centro de Porto Alegre quando vi uma mãe retirando os sapatos do seu menino para que ele caminhasse na praça colorida pelas pétalas dos jacarandás e guapuruvus.


O piá pisou nas flores despedaçadas e riu um imenso riso, solto e cristalino, como se sentisse a mais prazerosa das cócegas.


Foi só um instante de magia, mas alegrou o meu dia.


E me fez lembrar um trecho do célebre poema da norte-americana Nadine Stair, equivocadamente atribuído ao argentino Borges:


“Se pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono...”


Há quem torça o nariz para a singeleza do texto, mas não havia legenda mais adequada para aquela cena matinal: o pequeno príncipe do cotidiano, com o seu riso de fonte, contagiava quem estivesse por perto.


Cheguei de alma leve ao trabalho e testemunhei outro momento especial no elevador.


O sujeito que entrou atrás de mim segurou a porta aberta para dar passagem a um casal de jovens, ele e ela carregando pesados pacotes de jornais.


Como os passageiros não podiam usar as mãos para pressionar o botão do andar desejado, o homem perguntou com um vozeirão de locutor esportivo:

– Para onde?

Quando o rapaz disse que iriam “para o quarto”, o cidadão desatou num riso malicioso que encheu o elevador e espalhou-se pelo corredor no momento em que os dois jovens desembarcaram constrangidos.


O terceiro instante diferenciado daquele dia ocorreu num lugar ainda mais inusitado, o banheiro do prédio.


O rapaz que limpava pias e sanitários assobiava o hino de seu clube preferido.

E trabalhava com entusiasmo, embalado pelo som do próprio sopro, talvez imaginando-se no estádio que nunca freqüentou, vassoura-bandeira nas mãos, a bola-balde rolando na direção do gol adversário e ele dançando na imaginária arquibancada a solitária dança dos vencedores.


Ninguém é feliz o tempo inteiro, sei disso.


Mas a vida também não precisa ser um vale de lágrimas.


Ao observar três personagens comuns de um dia absolutamente rotineiro, renovei minha certeza de que a verdadeira felicidade consiste em saborear pequenos momentos, em compartilhar os breves risos dos nossos semelhantes ou mesmo em acompanhar os primeiros passos de um menino descalço sobre um tapete de flores.

Nilson Souza, Zero Hora, 15.11.08

16/12/2008

- Mostrando o Natal ...


Uma árvore do Perú


Presépio feito por crianças

15/12/2008

- Presépio feito de conchas...



- Dor que dói mais...



Trancar o dedo numa porta dói.




Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói.

Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.



Mas o que mais dói é saudade.



Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.



Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.



Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.



Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.



Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde.



Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.



Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.



Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.



Saudade é não saber.



Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.



Saudade é não querer saber.



Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela.



Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.



Martha Medeiros